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sábado, 13 de junho de 2015

Resenha: Quem é você, Alasca? - John Green.




Olá, como estão?
Hoje eu trago a resenha do único livro do John Green que jamais me fez chorar. Se vocês viram a minha resenha de A culpa é das estrelas e Cidades de papel, provavelmente sabem o quanto eu sempre achei John Green superestimado - talvez ainda ache um pouco. Eu li a culpa é das estrelas, não achei tudo isso. Decidi dar outra chance, li Cidades de Papel, decepção. Mas ainda sim, achei que deveria ler Quem é você, Alasca porque eu, como uma aspirante a escritora, acho que sendo ele tão aclamado, devo dar mais de duas chances, e acho, que continuarei dando chances a ele, enquanto ele lançar livros.

 4,5/5 estrelas.

Sinopse: Miles Halter leva uma vida sem graça e sem muitas emoções na Flórida. O garoto tem um gosto peculiar: memorizar as últimas palavras de grandes personalidades da história, e uma dessas personalidades, François Rabelais, um escritor do século XV, disse no leito de morte que ia em busca de um Grande Talvez. Para não ter que esperar o próprio fim para encontrar seu Grande Talvez, Miles decide fazer as malas e partir. Ele vai para um internato no ensolarado Alabama, onde conhece Alasca Young. Ela tem em seu livro preferido, O general em seu labirinto, de Gabriel García Márquez, a pergunta para a qual busca incessantemente uma resposta: Como vou sair desse labirinto? Miles se apaixona por Alasca, mesmo sem entendê-la, e o impacto da garota em sua vida é indelével.



Em primeiro lugar, eu sabia. Eu sabia da história do livro, do que aconteceria, eu sabia de tudo então esperava acontecer como A culpa é das estrelas, não sentir nada. Mas pela primeira vez eu senti algo forte ao ler este livro, e não foram os acontecimentos do livro em si, mas eu pensei em mim. Eu estava com medo dilacerador ao terminar este livro, não um medo bom, mas estava apavorada. Mas contarei isto depois. 

Miles, um nerd - que novidade - está em busca do Grande Talvez de sua vida, e decidiu que ver as mesmas pessoas entediantes todos os dias não o trará o sentido da vida. Então se muda para - não sei onde, esqueci - longe de casa e conhece os carinhas que não são nerds nem populares, são somente pessoas, são os rebeldes. E uma coisa que me irritou um pouco no começo do livro é que o Miles era tão "puro" e no primeiro dia já está dando uma tragada mas enfim, coisas da faculdade. Lá ele conhece um povo legal, o Chip ou Coronel, Takumi e a perfeita -ou não tão perfeita assim, Alasca Young. 

 
Se as pessoas fossem chuva. Eu seria garoa, e ela um furacão.

Vocês devem saber que eu sempre tive problema com os personagens do Green, eles são os mesmos personagens em todos os livros, mas não é isso que me incomoda, mas sim o fato de que eles não parecem reais para mim. Sempre falando coisas dignas de um livro me incomodava muito, então quando comecei a ler já pensei: Mais personagens metidos a filósofos. No começo eu estava lendo somente por ler, mas até que dessa vez eu gostei mais dos personagens e me desliguei do fato de serem tão irreais. 
Coronel, o primeiro amigo que o Miles faz é aquele carinha engraçado - de pouco mais de um metro e cinquenta - que todo livro precisa para aliviar as coisas, a relação dele com o Miles parecia meio conturbada ás vezes, mas acontece com as melhores famílias.
Takumi é um personagem SUPER engraçado que apareceu pouco - uma pena, eu tenho uma queda por asiáticos. Ele adora rap e as melhores partes do livro foram nesses improvisos, eles eram hilários. E ele era a droga da raposa.    

- Por que está usando seu chapéu de raposa? - Perguntei.
- Porque ninguém pega a droga da raposa. 
E também essa cena:
  - Eu sou a droga da raposa. - sussurrou Takumi, tanto para ele quanto para mim. - Ninguém pega a raposa. 

E temos a Alasca. A tempestade.
Alasca Young me lembra muito Margo. Alasca também é meio nerd no interior, com pilheiras de livros e uma feminista assumida. 
           - Faço o que posso para representar as mulheres. Lara me deu cobertura. 
   Sendo uma feminista também, amei as partes do "mulher não é objeto" que a Alasca sempre falava, mas ainda assim, Alasca era um furacão, e isso me deixava p* da vida com ela. Ela te amava um dia, e te odiava no outro. Se o Miles não conseguir aguentar aquela garota, eu que sou leitora muito menos. Mas eu entendi, ela é humana.

Vocês fumam para saborear. Eu fumo para morrer."

 O livro começa com centro e trinta e seis dias antes no título do capítulo. Então você pensa: "Vai dar merda." e dá. Foi devastador, eu chorei, eu pensei na minha vida, eu fiquei com medo. Como disse antes, o acontecimento não me chocou mas eu fiquei dias pensando na minha própria vida e como as coisas acontecem, nunca pensei tanto assim em um livro. Me perguntei, devo continuar a ler, então fiz uma leitura dinâmica nas últimas pages, talvez eu dia eu consiga ler. Mas até agora não. Eu dormir naquela noite com medo e estranha, fiquei estranha por dias, isso nunca tinha acontecido comigo.

Talvez ainda ache Green superestimado, mas ele conseguiu pela primeira vez me fazer sentir algo lendo um livro seu, e seu trabalho como escritor, eu não tiro crédito.

Não recomendo este livro para qualquer um, ele tem cenas explícitas e fortes, mas foi um livro que adicionou na minha vida como escritora. Só não dei 5 estrelas neste livro porque no começo os personagens não me pegaram de primeira, e ainda senti, as vezes, esse sentimento de irrealismo. Mas sem dúvida, uma ótima obra. Estou louca para ver este filme quando ele lançar.


E não adianta embelezar a verdade: Ela merecia amigos melhores.






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